Maior Radiotelescópio do Mundo irá Procurar Vida Alienígena

Maior Radiotelescópio do Mundo irá Procurar Vida Alienígena

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Como funciona o programa que irá vasculhar 86 planetas parecidos com o nosso atrás de vida inteligente. E como você pode ajudar

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O telescópio Robert C. Byrd, localizado na Virginia, EUA


No filme Contato, de 1997, baseado em livro do astrônomo Carl Sagan, a personagem vivida por Jodie Foster é uma radioastrônoma do SETI (sigla em inglês para o programa de busca por vida inteligente fora da Terra) baseada em Arecibo (Porto Rico) onde, na época, estavam as mais potentes antenas de rádio do planeta destinadas exclusivamente a buscar sinais de vida alienígena. Os cientistas acreditam que pode haver civilizações lá fora que já chegaram a um estágio de desenvolvimento suficiente para emitir ondas de rádio. Essas ondas podem estar viajando pelo espaço e é atrás delas que as potentes antenas estão.

Nas décadas em que o SETI vem mantendo os ouvidos abertos ao silêncio do espaço, em busca de um chiado de rádio que pudesse indicar vida, o programa não teve sucesso. Mas essa história pode mudar graças a uma dica do telescópio espacial Kepler.

Em fevereiro deste ano os cientistas responsáveis pelo telescópio anunciaram o mapeamento de 1235 planetas que podem abrigar vida. “Nunca tivemos uma lista de planetas como essa antes”, disse o diretor do projeto em Arecibo, Dan Werthimer.


A notícia é tão promissora que o maior rádiotelescópio do mundo, o Robert C. Byrd Green Bank – instalado no estado americano da Virgínia – está apontado para essa região do espaço, e já começou a ouvir atentamente 86 planetas selecionados pelo SETI por orbitarem estrelas parecidas com o nosso sol e com temperaturas supostamente entre 0 e 100 graus Celsius, capazes de abrigar água em estado líquido, condições que se acreditam essenciais para o surgimento da vida.

O Robert C. Byrd será de grande ajuda na tarefa de “ouvir” os planetas localizados pelo Kepler: o radiotelescópio é capaz de analisar 300 vezes mais frequências de rádio do que seu parente em Arecibo.

Veja a seguir como funciona o SETI e como você pode dar uma força para o projeto…

Fonte: PopSci

Como funciona o SETI

Desde sua criação, na década de 1960, o SETI tem levantado questionamentos por parte de alguns cientistas que alegam que o gasto de dinheiro com um projeto que em todas essas décadas não apresentou nenhum resultado positivo para o que se destina é inútil. Controvérsias à parte, o projeto existe e é inegável que um resultado positivo pode mudar toda a concepção que temos sobre a vida e o universo.

A premissa do SETI é muito lógica: ondas de rádio de determinadas frequências podem viajar pelo espaço o rádio é uma forma barata de comunicação e um indicativo muito óbvio de vida inteligente – mesmo que as primeiras transmissões significativas saídas de nosso planeta, segundo o próprio livro Contato, sejam as Olimpíadas de 1936, na Alemanha, quando Hitler estava no poder, o que pode indicar que nós não somos lá muito inteligentes.

Problemas com a pesquisa

O principal problema que faz os cientistas do programa quebrar a cabeça – além do fato de o Universo ser ridiculamente imenso – é: caso existam extreterrestres lá fora e eles queiram fazer contato, qual seria a frequência de rádio que eles usariam para mandar um alô, já que existem virtualmente infinitas possibilidades para isso?

A resposta é: não se sabe. Nesse caso, os cientistas buscam escutar ruídos no intervalo de 1 a 10 Gigahertz (GHz), basicamente porque esse espectro é bastante silencioso, potencialmente bom para enviar mensagens, e os aliens – caso existam – saberiam disso.

Outro problema é: como saber se um sinal encontrado é alienígena? Os cientistas seguem um passo-a-passo.

1 – Encontrado o sinal, o telescópio é desviado do ponto onde ele foi encontrado. Isso deve cancelar o sinal. Voltando o telescópio ao ponto, o sinal deve voltar. Isso confirma que o sinal estava realmente no campo de visão do telescópio. 2 – Verificar fontes de rádio conhecidas da Terra, como satélites, para verificar se o sinal não vem delas. 3 – Verificar se o sinal não vem de fontes naturais de emissão de ondas de rádio como pulsares e quasares. 4 – Confirmar o sinal com outro radiotelescópio, de preferência em outro continente.

O ultimo ponto esbarra em outro problema do SETI. Para o trabalho são necessários vários radiotelescópios potentes trabalhando em conjunto em vários pontos diferentes do planeta. Não existem muitos no mundo e os cientistas tem que enfrentar – no bom sentido – outros cientistas que precisam dos instrumentos para seus próprios projetos. Arecibo, o radiotelescópio australiano de Parkes (na foto) e Green Bank são os únicos no mundo que dedicam a maior parte do tempo ao projeto, o que é pouco.

Por fim, a quantidade absurda de informação a ser processada consiste em um último problema para o programa. Por isso, em 1999, Dan Werthimer – o atual diretor do SETI em Arecibo – e David P. Anderson chegaram à conclusão de que seria muito dispendioso comprar supercomputador depois de supercomputador para tornar a tarefa de processamento viável. A solução seria usar a capacidade de processamento de vários (milhares, milhões) de computadores ao redor do mundo em rede nos momentos em que esses estivessem ociosos. E é aí que você entra…

Ajudando o SETI


Sim, você pode contribuir para a busca de vida inteligente fora da Terra com o software SETI@Home, um programinha que funciona como descanso de tela e opera somente quando você não estiver usando o computador, ou seja, não atrapalha em nada e ajuda na pesquisa.

O funcionamento é relativamente simples. Os dados coletados em Arecibo são armazenados e classificados por data, hora e coordenada de localização do sinal. Depois, os dados são divididos em pequenos pedaços para serem processados por computadores pessoais. Esses dados são distribuídos pelos computadores que tem o Seti@Home rodando. Ao fim do processamento, o seu computador envia os dados da análise de volta a Arecibo.

Para baixar o programa e dar uma força ao programa, basta clicar neste link.

Fonte: How Stuff Works


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