Nasa testará WaverRider avião hipersônico

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Com a capacidade de chegar a 20 vezes a velocidade do som, esse veículo não tripulado poderia chegar a qualquer parte do mundo em menos de uma hora.

A Nasa e o Pentágono vão testar, na noite desta terça-feira, sobre o Oceano Pacífico, o “WaveRider” (algo como Pegador de Onda), um protótipo de avião hipersônico, sem piloto, que voa a uma velocidade de até 7.400 km/h. Por enquanto, a finalidade do projeto é militar: tornar os mísseis ainda mais velozes.

Mas a aeronave, num futuro não tão distante, pode vir a ser utilizada pela aviação comercial para, por exemplo, ligar Nova York a Londres em apenas uma hora (atualmente, o voo leva oito horas). Ou Paris a Tóquio em duas horas e meia. Para isso, é necessário baixar os custos de produção a um nível que leve o avião a se tornar lucrativo para as companhias aéreas.

Uma ilustração do X-51 Wave Rider, divulgada pela Força Aérea dos Estados Unidos Foto: Air Force / AFP 

Até agora, o avião comercial mais rápido foi o Concorde, que era supersônico (ou seja, rompia a barreira do som). Esta aeronave, no entanto, parou de ser usada em 2003, depois de um acidente ocorrido durante uma decolagem, no aeroporto internacional de Paris.

Um especialista, Peter Robbie, vice-presidente da EADS (a agência europeia de defesa aeronáutica e espacial), disse, em entrevista à BBC, que um avião hipersônico pode se tornar viável para a aviação comercial por volta do ano 2050.

“Isso é muito promissor para o mundo dos negócios e da política”, acrescentou Robbie, que é baseado na Grã-Bretanha.

O “WaveRider”, cujo nome oficial é X-51, está sendo desenvolvido numa base aérea americana no deserto do Mojave, na Califórnia.

 

O avião hipersônico X-51 Wave Rider, afixado nas asas de um bombardeiro B-52 Foto: USA Air Force / AFP

 

Afixado sob as asas de um bombardeiro B-52, o avião será solto e testado a uma altitude de 15 mil metros, sobre o Pacífico. Os cientistas responsáveis pelo projeto esperam que os propulsores da aeronave o elevem para uma altitude de 21 mil metros, a uma velocidade de Mach 6 (7.400 km/h). Em seguida, o avião deve cair e mergulhar no oceano, mas não será resgatado.

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