Saúde

Tabagismo e Saúde nas Mulheres

IMPACTO DO TABAGISMO NA SAÚDE DAS MULHERES

A Organização Mundial de Saúde estima que 5 milhões de pessoas morrem por ano em todo o mundo devido ao tabaco. A exposição à fumaça do tabaco, através de inalações de grandes doses, é causa de câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias. As taxas de câncer de pulmão (CP) entre fumantes leves (de um a nove cigarros/dia) são, em média, seis vezes maiores do que em não-fumantes, o que indica que o tabagismo é um grande fator de risco, mesmo quando a exposição é baixa, pois não há níveis seguros de exposição. Mesmo fumantes que não tragam (de charutos e cachimbos) têm um risco elevado de CP, cerca de dez vezes maior que os não fumantes.
Mulheres podem ser mais susceptíveis aos cancerígenos do tabaco do que homens, pois com a mesma carga tabágica que os homens, apresentam taxas mais elevadas de CP. A mortalidade por CP entre as mulheres está aumentando de forma mais rápida do que entre os homens. A mortalidade por este tipo de câncer, de 1979 a 1999, mostrou um crescimento de 57% entre os homens e de 122% entre as mulheres.

O PODER DA ADIÇÃO À NICOTINA

O tabagismo é uma doença crônica, causada pela dependência física e psicológica à nicotina, em que recaídas são freqüentes..
A nicotina aspirada pela fumaça do cigarro, viaja até os pulmões e penetra na corrente sanguínea alcançando, finalmente, o cérebro, liga-se a receptores específicos o que leva a liberação de neurotransmissores como a dopamina causando efeitos no sistema nervoso que reforçam o comportamento do fumante, como breves sensações de bem-estar, humor restabelecido, elevada atenção, diminuição da ansiedade.
A queda nos níveis da nicotina no cérebro, leva à fissura e aos sintomas da “síndrome de abstinência” , sintomas decorrente da falta do tóxico. Barreiras a serem vencidas no processo de parar de fumar.

O uso crônico da nicotina leva a uma dessensibilização dos receptores específicos (nicotínicos da acetilcolina) e como conseqüência os fumantes sentem diminuição do prazer a cada cigarro, pois desenvolvem tolerância, aumentam o número de cigarros para alcançar a satisfação ao fumar, característica da adição.

A adição química à nicotina leva aproximadamente 90 dias para ocorrer e a memória química persiste por muitos anos.
A grande dificuldade para parar de fumar consiste na abstinência ocasionada pela falta do tóxico, entre elas:

FÍSICO:

  • enxaqueca
  • palpitações
  • fome
  • náusea

PSICOLÓGICO:

  • Ansiedade
  • Fissura
  • Irritabilidade
  • Perda de identidade
  • Depressão
  • Estresse

COMPOSIÇÃO DO CIGARRO

Muito além da nicotina e do alcatrão, principais substâncias divulgadas, cada cigarro possui mais de 4.000 substâncias químicas, sendo aproximadamente 250 tóxicas ou cancerígenas (indutoras de câncer) como a acetona, amônia, naftalina, terebemtina, formol, fõsforo P4/PE (raticida), entre outras.

TABAGISMO: PRINCIPAL CAUSA PREVENÍVEL DE DOENÇAS GRAVES E MORTES:

CÂNCER

  • DOENÇAS CARDIOVASCULAR ISQUÊMICA
  • DPOC (DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA)
  • OSTEOPOROSE
  • DOENÇAS GÁSTRICAS (GASTRITE/ÚLCERA)
  • IMPOTÊNCIA

PARAR DE FUMAR SEM SUPORTE É UM DESAFIO DOS MAIS DIFÍCEIS:

Muitos fumantes acreditam que fumar é um hábito ou estilo de vida e:

  • 81% vêem o tabagismo como um hábito
  • 73% tentaram parar ao menos uma vez e falharam
  • 81% tentarar parar somente a força de vontade e falharam
  • 67% dos que estão tentando parar dizem que é a coisa mais difícil que já tentaram fazer.
  • 50% acredita que no tabagismo não é uma condição médica, apesar de ser a principal causa previnível de morte prematura..

BENEFÍCIOS DE PARAR DE FUMAR

  • 20 minutos: a freqüência cardíaca começa a ficar próxima ao normal
  • 12 horas: os níveis de monóxido de carbono caem, voltando ao normal
  • 2 semanas até 3 meses: melhora da circulação; os pulmões conseguem
    funcionar melhor
  • 1 a 9 meses: pode haver uma redução da falta de ar e da tosse. Pode haver
    um aumento da capacidade dos pulmões eliminarem o muco, com redução
    do risco de infecção
  • 1 ano: queda de 50% no risco de sofrer doenças cardíacas, em relação a
    uma pessoa que continue fumando.
  • 5 anos: grande redução norisco de sofrer um AVC (derrame cerebral)
  • 10 anos: queda de 50% no risco de câncer de pulmão, em relação a uma
    pessoa que continue fumando.
  • 15 anos: o risco de sofrer doenças cardíacas torna-se igual ao de uma
    pessoa que nunca fumou.

http://www.uniarfuncaopulmonar.com.br

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